sábado, 29 de outubro de 2011

Esporte de Orientação e suas contribuições para a escola

Hoje vou juntar minhas duas paixões profissionais, a Educação Física e a Fotografia... abaixo um texto explicativo sobre a Orientação, uma modalidade de esporte da natureza, da qual eu gosto muito e que tive o privilégio de desenvolver com meus alunos na escola em que trabalho, eles adoraram..bom é só conferir as fotos (aah as fotos foram feitas na correria e na empolgação da galera, talvze não estejam com o melhor angulo, mas expressam toda a motivação da criançada diante da novidade, e isso eu tinha que eternizar)!!!

    A Orientação, desde sempre foi utilizada em todos os deslocamentos terrestres e marítimos com o objetivo de ir o mais rápido possível de um local para outro (FERREIRA, 1999). Segundo Palmer (1997), existem registros que indicam a utilização de mapas rudimentares pelos egípcios a 2.000a.C. Em relação à bússola, embora a sua origem não seja clara, sabe-se que, ela foi utilizada pelos chineses, escandinavos e árabes em tempos muito remotos, havendo indícios do seu surgimento na Europa a partir do século XI (FERREIRA, 1999).
    Como modalidade desportiva, a Orientação, atualmente conhecida como Esporte de Orientação, é hoje praticada nos cinco continentes, tendo nascido na Suécia através do Major Ernest Killander em 1918, considerado, portanto o "Pai da Orientação" (PALMER, 1997). Preocupado com o desinteresse dos jovens pela corrida, killander associou ao cross-country, a escolha do percurso entre um ponto e outro. Formulou os princípios básicos da competição nesta modalidade, incluindo as regras, os tipos de provas, o critério para escolha dos postos de controle e a forma de como se deve organizar um evento deste desporto. Tratava-se de uma corrida onde os participantes teriam em seu poder um mapa e uma bússola através dos quais, conheceriam o percurso por onde deveriam passar. Cada ponto a ser visitado, o local da chegada, os obstáculos a serem superados eram descobertos a cada momento durante a execução da atividade, o que a tornava excitante, motivante e com a vantagem de apresentar aspectos sempre diferentes de uma corrida para outra. (PALMER, 1997).
    No Brasil, o Esporte de Orientação chega através de militares que, em 1970, foram à Europa observar as competições de Orientação do CIMS (International Military Sports Council). Em 1971, eram realizadas as primeiras competições neste país (FERREIRA, 1999). Em 1974, foi incluído no Currículo da Escola de Educação Física do Exército e neste mesmo ano surge a primeira publicação técnica brasileira sobre este desporto. Em 1984, foi realizado em Curitiba, o XVII Campeonato Mundial Militar de Orientação que, contribuiu para o desenvolvimento do desporto entre os militares e civis brasileiros. Em 1991, foi fundado o Clube de Orientação de Santa Maria (COSM), iniciando um movimento de expansão por todo o Estado do Rio Grande do Sul e apoiando a fundação de outros clubes (FERREIRA, 1999).
    Somente em 1998, o Esporte de Orientação foi incluído nos currículos das escolas municipais de Cachoeira do Sul - RS, e na atualidade encontra-se incluído como disciplina em algumas escolas e Universidades, inclusive ao nível de pós-graduação na Universidade do Paraná. De acordo com a Confederação Brasileira de Orientação (2007), o Esporte de Orientação cresce no universo escolar por sua capacidade de unir, sobretudo aspectos físicos e cognitivos, o que amplia a possibilidade de participação dos estudantes em condições de igualdade, por sua necessidade de se conhecer a leitura precisa de mapas, avaliação e escolha da rota, uso da bússola, concentração sob tensão, tomada rápida de decisão, entre outras.
    A Orientação pedestre é uma modalidade de endurance que, envolve grande componente mental e físico (PASINI, 11/12/2007). Como o próprio nome sugere é praticada a pé, sendo, portanto, a mais viável para utilização em meio escolar. Não há impedimentos quanto à sua realização correndo ou andando, uma vez que uma boa leitura do mapa e correta utilização da bússola, ou seja, boa orientação, fará maior diferença do que o simples condicionamento físico. A Orientação pedestre pode ainda, ser realizada em duplas, trios ou equipes, gerando situações de conflito ou cooperação, o que será matéria-prima para discussão dos trabalhos em grupo.
    Antes de tratarmos da vertente pedagógica, foco deste trabalho, é relevante tratar do conceito da palavra pedagogia ou pedagógico. Pedagogia significa "dar direção à", que no âmbito da educação, trata-se evidentemente de dar direção aos processos educativos significativos. Por extensão, pedagógico significa direcionador (SOUZA, 2007). Logo, o Esporte de Orientação em termos educacionais, corresponde ao conjunto de ações que visam colocar o desporto a serviço do aluno, direcionando-o ao aprendizado significativo. Nesse caso, procura-se a melhor qualidade do ensino e a motivação do aluno, não importando a performance; mas, sim, a participação, visando a formação do indivíduo para o exercício da cidadania e para a prática do lazer.
    Na escola, o desenvolvimento do esporte e, especificamente do esporte de orientação, deve estar focado em questões que atendam à participação, onde todos tenham acesso e, sobretudo com chance de sucesso, contextualizado às realidades individuais; formação, com vistas aos conteúdos que incrementem seu acervo conceitual nas diferentes áreas do saber, já que se trata de um projeto interdisciplinar; lazer, tornando-o apto ou consciente do uso do seu tempo em atividades que lhe permitam prazer, repouso ou crescimento cultural; atividade física, onde deve se ter claro os objetivos da atividade enquanto envolvimento motor: quais os sistemas energéticos envolvidos, de que forma pode-se através deste esporte enriquecer o repertório motor, quanto será necessário se praticar para atingir estes objetivos, etc. Os esportes podem ainda propiciar o desenvolvimento do trabalho em equipe, seja durante os planejamentos e elaboração do evento ou da própria atividade, seja durante a execução propriamente dita do desporto ou, em última análise, posterior à sua execução na forma de grupos de discussão e avaliação. Por fim, é necessário estar atento também à motivação para a atividade. Há que se ter claro que qualquer atividade rotineira, sem diferencial, que não atenda aos anseios ou à realidade dos alunos está fadada à desmotivação, ao desinteresse ou à falta de dedicação plena ao participar.  (Artigo na integra: http://www.efdeportes.com/efd119/corrida-de-orientacion-conteudo-da-educacao-fisica-escolar.htm)








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